Amos Oz, escritor israelense, morre aos 79 anos



Amos Oz, escritor israelense e co-fundador do movimento pacifista Paz Agora, morreu aos 79 anos, disse sua filha no Twitter nesta sexta-feira (28). Segundo ela, ele sofria de câncer.
"Para aqueles que o amam, obrigado", escreveu Fania Oz-Salzberger na rede social.
Dono de uma extensa obra literária, o autor produzia romances, ensaios e críticas desde os anos 1960. Como escritor e ativista político, foi um dos intelectuais mais reconhecidos de seu país.
Seu livro mais conhecido é o romance autobiográfico "Rimas da vida e da morte" (2003), reconhecido como uma obra-prima da literatura mundial.
Entre seus trabalhos, estão ainda "Meu Michael" (1973), "A caixa preta" (1988), "Conhecer uma mulher" (1991), "Pantera no porão' (1997) e "O mesmo mar" (2002).

Biografia
Nascido em 4 de maio de 1939 em Jerusalém, de uma família de origem russa e polonesa, Amos mudou seu sobrenome em 1954, de Klausner para Oz, uma palavra hebraica que significa "força, coragem". No mesmo ano, deixou sua cidade natal para trabalhar no kibutz Hulda.
Ele publicou seus primeiros contos com pouco mais de 20 anos, em um periódico local. De volta a Jerusalém, estudou filosofia e literatura na Universidade Hebraica antes de retornar ao kibutz, onde por 25 anos dividiu seu tempo entre escrever e dar aulas.
Como soldado de reserva, Amos lutou no Sinai durante a Guerra dos Seis Dias de 1967 e nas Colinas de Golã na Guerra do Yom Kippur, em outubro de 1973.



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