BALANÇO ► PAULA BELMINO


O tempo traiçoeiro
marca no calendário, 
saudade.
E é inevitável pensar:
a criança não cabe mais 
no colo.
são hormônios da idade e
distanciam por vezes, o sorriso fácil,
o caloroso abraço.
A adolescência chegou
e como um balanço frenético
vertigem de 
mil sentimentos complexos.
Coração se parte,
a dor do parto nunca cessa?
Vinicius estava certo:
Filhos... Filhos?
 Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
como sabê-lo?
E a gente vai pintando nesse calendário:
Reverberação da infância,
o desejo presente de colo e abraço,
o futuro de felicidade e paz
Para quem ao balanço,
já não vem mais!


3 comentários:

  1. Lindo poema, amei. Expressa saudades de um tempo lindo. Parabéns amiga!
    Beujis!

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