A encantadora poesia de Mário Quintana


A verve de um dos maiores nome da poesia nacional

Das utopias

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

– Mario Quintana, do livro “Espelho mágico”, 1945-1951.


A verdadeira arte de viajar

A gente sempre deve sair à rua
como quem foge de casa
Como se estivessem abertos diante de nós
todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos,
as obrigações, estejam ali…

Chegamos de muito longe,
de alma aberta e o coração cantando!

– Mario Quintana, do livro “A cor do invisível”, 1989.


A canção da vida

A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio…
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí…
como um salso chorando
na beira do rio…
(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

– Mario Quintana, do livro “Esconderijos do tempo”, 1980.

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