A POESIA DE MAIO


De PAULA BELMINO

Rebento
O novo mês chegou
Trouxe fé
no sopro do vento.
Temperou-se
o choro, no sopro
de um conto,
num som
que nem coube dor.
Um novo mês chegou
é tempo de sonho.
No peito
fios e projetos
se tecem,
no colo,
no olho,
no voo.
E no sonho desse
mês que chegou
verte-se no ser
repleto de fé
o desejo
que se chegue
tecendo em nós:
o renovo.
Flores Vivas
Ofereço-te flores
intactas.
Na natureza sob olhares,
nas mãos nunca arrancadas.
Dou-te em visão, uma flor,
deslumbramento.
Nas mãos porém, só 
flores de plástico!
As do jardim, deixai-as viver
e serem amadas pelas borboletas
joaninhas, abelhas e outros insetos
e por teu olhar cativo,
ansioso de primavera.
Nas mãos ofereço-te apenas
as flores artificiais
ou quiça,
um toque no jardim,
o perfume
doce de qualquer flor
pra furtar teu sentimento
de conservação e cuidado.
Mas nas mãos, nunca arrancadas
as sempre-viva, gardênias ou girassóis,
deixai-os ao sol,
ali a enfeitar o jardim, com vida
Nas tuas mãos te dou sempre a escolha:
Flor ou vida?
a primavera querida!
Flores de Maio

Flor de maio surgiu
Não é a primeira
É de toda cor e perfume
É jardineira!

É bela rosa
Cravo paixão
É margarida, tulipa
No vaso, pequeno botão.

A flor em maio se abriu
Deixa doçura no olhar
com cores alegres
e perfume a exalar.

Perfuma o coração
é poesia a se declarar
Natureza em festa
Para a rosa flor de maio brotar.


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