O fruto proibido - Luíza Silva Oliveira



Não sei porque essa insistência na permanência
do fruto proibido
coibido por fios de alta tensão
dos sentidos em rebuliço que se fecham em cortiços
de tesão
sem razão
emoções espúrias que soltam seus cavalos selvagens
em qualquer lugar e momento
sem regras, sem rédeas, sempre na contramão
quero voar em imagens marginais
do homem do pau duro
da mulher que lambe gostoso
dos mistérios gozosos
dolorosos, luminosos...
quero gozar...


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