DA SÉRIE POEMAS DE OURO


Sete poemas da Poeta maranhense ENEIDA CRISTINNA   

A gaivota que pensava ser um cisne

Ela era uma gaivota
que de asas encolhidas,
sonhava...
Como ela sonhava
em atingir o infinito,
sentir toda a intensidade
de viver além do horizonte!
Ela porém, por medo
do passarinheiro,
nunca ia tão longe.

O espetáculo mais bonito
que havia visto na vida,
era o sol se pondo no lago...
Lindo! Mas o sol,
estava sempre a ir embora!

Eis que em certo dia, vislumbra:
_ No céu azul, um par de asas douradas!
Seria seu par de asas amadas!
E deram-se as asas, e voaram
numa linda e longa viagem
( quem sabe de mil anos,
quem sabe pra eternidade! )
Estando maravilhados,
olhos turvos de felicidade,
sua gaivota-gêmea,
diante da nuvem escura, recuara.
E ela, vendo-se sozinha
na imensidão,
torna-se um cisne,
vivendo num lago de sonhos
... e lágrimas!


Tributo aos teus olhos


Teus olhos, feito fachos de incandescentes estrelas,
falam-me de ti, amor, muito além que imaginas.
Eles me mostram o céu que eu procurava,
refletindo neles, dois astros dourados!

Fontes de vida luminosas, cristalinas,
como nunca dantes, vistas no caminho.
Água pura dum ribeiro virgem, no qual bebo,
extasio, afogo... meus olhos marejados d'alegria!

Tu trazes nos olhos, da tua alma, o sorriso,
cantilenas da ave que em ti, habita...
poemas encantados que recitas!

" Tu tens os olhos de quem bebeu o infinito,
o céu... e eu morando ali, amor,
tua estrela pequenina!"


O caso de amor

Entre o verão e o outono um caso:
As águas de março,
em meus olhos rasos!


Blecaute na lua

NOS Meus OLHOS profundos
CEGOS EM TEcer VERsos
PINTEI o brilho das ESTRELAS...


Minha Fascinação

De olhos postos em ti, não tens, amor,
outro nome a não ser " Fascinação ".
E feito uma Florbela, cega, vagueio,

e morro e renasço, em ti, meu astro,
mil vezes, no fulgor que me permeia
as veias e esse intrépido coração,

a te seguir, amor, pelos espaços
em que fulguram os teus olhos,

( meu mais puro, doce, e in-sano fascínio! )    


XIX
  
O sol se pondo
Eu quase a tocar o céu
a bordo da Terra


XX

O azul celeste
convidando a gaivota
a seguir os ventos.

*
Um pouco mais sobre a Poeta Eneida Cristinna

Eneida Cristinna, pseudônimo de Eneida Cristina da Silva Feitosa. Poetisa e escritora, ex-bancária, nascida na cidade de Colinas-MA, a 07 de março de 1967.

Obras:
O Melhor Cálice – Poesias, 2017
Participação em algumas antologias no Brasil e Portugal


5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. As asas da gaivota, douraram-se ainda mais, nesse celeiro de boa Literatura. É com entusiasmo de propagadora da Arte Literária, uma grande emoção, de poetisa e mulher, e imensa gratidão, que retribuo a oportunidade de estar aqui, na Revista de Ouro. E viva a poesia e a cultura.

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  3. Parabéns irmã poetisa! Que Deus continue te inspirando. Sucesso.

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    1. Gratidão, irmão poeta. A nós todos abençoe e inspire. Abraços.

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  4. Muito belos os seus poemas escolhidos. Fica-se com gosto de "quero mais". Parabéns minha cara poetisa Eneida Cristina.

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