DA SÉRIE POEMAS DE OURO

Sete poemas da Poeta natalense Clécia Santos
TODA MULHER

Rosto feminino
Do início ao fim!
Salto alto...
Doa a quem doer!
Olhar sedutor...
Embora secreto.
Sorriso de mãe...
Puro instinto.
Lábios de avelã...
Prefere nem falar!
Todo mês sofre dores
A TPM está nas alturas!
Quer pouco...
Mas de tudo bem mais!
Soberana e inteira
Sempre! Afinal.
Toda mulher
Só quer ser amada!



VOCÊ 

Você, você  e você...
Que é sonho mas razão
Conduz-me e encanta-me
Com seu canto...
Vigor de homem
Seguro, dançante.
Dança comigo, brinca de abrigo
Seduz-me aos mistérios
De paixão ou amor
Passagem de horas, de tempo
Levita, levito
Sou assim sua brisa
Você, você e você
Dorme aqui em silêncio
Comigo!



QUIMERA

Quis ser leves borboletas
Para ter flores, beijá-las.
Quis ser livro, páginas
Para ser palavras, lembrá-las.
Quis ser vento em brisas
Para ser suave, envolvê-las.
Quis ser rosas, tulipas
Para ser vermelha, tocá-las.
Quis ser noites enluaradas
Para ter estrelas, admirá-las.
Quis ser destinos, caminhadas
Ser andarilha...Pernas? Fortificá-las.
Quis ser eu mesma, reiniciar-me...
Para encorajar-me, encontrar-me!



DE TODAS AS LOUCURAS

Gritei, me iludi, desesperei
Achei que do outro lado da linha
Bem preocupado, alguém ouvia...
Falei palavras de peso e vazias.
Montei e desmontei cargas elétricas
Desarticuladas, bem articuladas
Tentando te convencer
Senti-me pudica, implorando
Pedaços de atenção,
Meus nervos tornaram-se
Só medo, perdas e danos.
Perder o controle? Nunca!
Bati o telefone, não dormi,
Virei e revirei a noite inteira!
Peso, só peso de consciência.
Fiquei conectando e desconectando
Pontas reviradas de meus neurônios
Pois de todas as loucuras
Que possa cometer
Sei e sei, vou sim, te perdoar!



DEDICO-TE

Rabisco o rascunho
Escrevo e reescrevo
Termino e recomeço
Dúvidas e certezas
Sigo e volto...
Mas sabes que retorno
Apenas para dedicar-te...
Sonhos, só sonhos!
E me perder nessa ilusão!



OLHOS

Meus olhos verdes
Rasos e marejados...
De saudades!
Se demoram
Se demoram...
Te exploram
Te exploram...
Em silêncio
Em penumbras...
E se inundam
De simples solidão!



DEMORADAMENTE

Vacilei tudo...
Meu canto mudo
Se inundou de lágrimas
As palavras não saem
Secam a garganta
De ciúmes, saudades, sal
Estragulam-me.
E cadê você?
Que tornou-se pura indiferença
Vacilei muito...
Agora? Resignifico-me
Renasço-me
Reinicio-me. E só!
Clécia Santos 

Um comentário:

  1. Valeu amigo poeta Radyr Gonçalves! Essa série de poemas, diria que são românticos bregas.(risos)☺

    ResponderExcluir