DA SÉRIE POEMAS DE OURO


Sete poemas do Poeta cearense HITALO DOURADO 
DOMINGO

Acordo acarinhado
pelas mãos do sopro
da ausência ao lado,
marcas envoltas no
macio travesseiro.

Um fio de cabelo,
vejo, e entro
em recordações.
Toques delicados.

Risos e suspiros
no céu dos olhos,
inúmeras cenas
perdidas comigo.

Domingo normal
saudoso acerca
em reler tantos
momentos
largados em gavetas.

TORTURA

Penduro teu rosto
nas recordações
e contemplativo
fico, sem resistir.

Ouço tudo isso.

Estico as mãos,
mas, não tocam.
As forças da solidão,
Só, Penosamente.

Desolado... Desolado...

Transcorrem horas
e mais horas, alheio.
Preso em demoras.
Mundo dos esquecidos.

ASSOMBRAÇÃO

(É noite, tuas lembranças acordam em mim)

Tuas mãos de névoa
assassinas e vaporosas
invadem as memórias
e forte me acorrentam.

Tua boCa de beijos frios,
gélidos como a Sibéria
sussurrados sem amor
ferem dos meus sonHos
a vida das veias e artérias.

O teu corpo são os rios
a afogar a pobre mente
destas mãos que "consola-se"
descrevendo o Diabo rente
que Escraviza esta vida.

DEVANEIO HABITUAL

Eu deveria atraí-lo
galantemente.
Seduzí-lo á minha casa
apropriadamente.
E quando CHegasse o
sufocaria as vias aéreas,
prensaria sua garganta.

(Disse eu de fronte ao espelho)

MASTURBAÇÃO

Senti pulsar as veias
em energias, tensões
ao íntimo, explosões
com potência de mil bombas.

Tremulou toda a carne...
Sobe e desce das mãos
esfomeadamente
mil sensações.

Quando o ápice toquei
senti voar pelos espaços
como plumas na plenitude
soltas, as mãos, os passos.

Não mais que isso.

As últimas palavras foram tuas,
Não mais que isso...
Não mais que isso...
Suporto que vá,
Não mais que isso...
Não mais que isso...
Estas mãos hesitam para que fique,
Não mais que isso...
Não mais que isso...
Deixou palavras e machucados,
Não mais que isso...
Não mais que isso...
Não amaldiçoarei os dias amados,
Não mais que isso...
Não mais que isso...
No pranto, eternizo-me em cinzas,
Então foi isso...
Que restou disso...

DUELLUN

Meu rosto de frente ao teu.
(Vamos perdoar um ao outro)
Teu corpo perto do meu.
(Eu quero te tocar de novo)
Do fundo dos olhos e salta.
(Vamos perdoar um ao outro)
Entre falas banais, risos embaraçosos.
(Vamos perdoar um ao outro)
Um vira-se e sai.
(Nós dois somos os pedaços do fim)
Os olhos gritam para o outro.
"Vamos voltar um pro outro"


MINIBIOGRAFIA

A poesia é Confessar-se dizia Friedrich Klopstock, diante disso sempre fui apaixonado pelos sentimentos escritos e todas as vezes que componho um é como confessar-se. Sou de Sobral-ce, tenho 21, sou estudante de Filosofia.




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