DA SÉRIE DESPIDAS DE TUDO


VESTIDAS DE POESIA ♥ A poesia da Poeta potiguar ADÉLIA COSTA
BÁLSAMO

Na hora da febre
Delírio e calor
Queria você comigo
Expurgando minha dor

Meu corpo frágil pede
Vem encher-me de carinho
Sou uma mulher querendo
Teus beijos,
Teu corpo
Teu mimo

Porque faz parte do delírio
Assim como de um bom idílio
Do outro também cuidar
Tirar-lhe de suas queixas
Mesmo estando em outro lugar.


IDÍLIO
      
De manhã cedo
Quero teu cio
teu cheiro, teu ato

acordar-te bem de mansinho
Beijinhos
ver-te rijo, amassos...

depois de entregue inteiro
ser eclipse,
Encontro de almas, abraços.


TRIO
      
Vem,
Deixas-me preencher brechas
Ser bálsamo da tua dor
Enquanto teu coração cura
Aquece-me com teu calor
Seremos triângulo sem bermuda
Eu, você e o amor!



ÚLTIMA VEZ

Se eu pudesse apagar lembranças
Te reencontraria pela última vez
Revisitxaria teus intensos beijos
Teus afagos, teu corpo e dança
E todos movimentos teus
Intensos a despentear
A fera que rosna manhosa
Com a sua libido a me amar.

Olharia a cor de tua tez
Teus olhos, tua boca e tudo
Fitaria teus doces grunhidos
Gemendo em alarido,
Em verso, em meu corpo a molhar
Ali, enfim, eu te olharia profundo
Depois, partiria ligeiro
Esquecenria teu mundo
Iria para nunca mais voltar
Te jogaria no mormaço do mundo
No esquecimento...
No fundo do mar.



INTERAÇÃO

Lamber o teu corpo
Sentir o teu cio
Tira-me do vazio.

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