ADVENTO • DE PAULA BELMINO


Sempre assim:
um fantasma sorrateiro
descobre-me na escuridão
e me assombra
nua em pelo.

Ainda quando se pensa
vívida a liberdade,
o fantasma aprisiona-me o corpo,
 a alma e o coração...
 - e não há mais paz!

É certo, todas as noites de dezembro,
alma errante vaga em sonho,
até mesmo acordada,
prisioneira desse amor fantasma.

E de mansinho desperta
Para, no calendário,
à hora marcada,
anunciar esse amor em advento.


3 comentários:

  1. Amei obrigada!Um poema de um amor que vai e volta e sempre na forma de amor primeiro

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  2. Um advento que não pára! é assim a poesia! Lindo e inspirado!

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  3. Paula sempre com romantismo e muita poesia nas palavras.. Lindo!!! Parabéns Paula!

    Beijos

    Tê e Maria ♥

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