UM POEMA DE SÉRGIO M. CRUZ


Quando na Primavera o vento valseia
Por entre vales e prados floridos,
Suavemente canta,
Num murmúrio terno,
A eterna saudade do nosso Amor.

Do ardor impetuoso de apaixonados sentimentos,
Nascia a atração de dois corpos,
Que perdidamente se entregaram
Num mundo intenso de desejo e encanto.

Destemidos, acreditámos,
Que a felicidade eterna nos pertencia.                           

Pérfido e cruel destino.
Num ápice estilhaçaste a beleza do espelho da vida,
Destruindo para sempre,                          
Um amor que nascera para ser eterno!

No lamento triste do ar que respiro, 
Desgastadas e quase adormecidas,
Persistem insistentes memórias de um passado
Em que, na unicidade, existíamos apenas os dois.

A dor da solidão que me assola eterniza-se.
Mergulho em meigas e ternas recordações
E aqueço-me no beijo eterno fruto do nosso Amor.

Quando partiste,
Aconcheguei-me no calor das tuas asas
E deixei-me levar…

Nenhum comentário:

Postar um comentário