NORDESTINO

Um poema do poeta alagoano CHARLAN FIALHO em homenagem ao Dia do Nordestino

Nordestino, gente porreta
Do sertão que não foge do alazão
Labuta na beira do rio com afeição
Esmera-se diante de um sol escaldante
Luta com amor, povo sonhador
 
Nordestino, gente que lava suas roupas
Nas águas do velho Senhor
O rio São Francisco que
Abençoa ribeirinhos com seus frutos
Onde todos se refugiam

Nordestino, nego arretado
Que vibra mesmo diante do cansaço
Caminha pela seca
E alimenta-se da alegria da simplicidade
Pisando seus pés no clima quente
Que castiga essa gente

Nordestino, sujeito bom
Povo forte que enfrenta com vigor
A desigualdade social
A fome que assola a sorte
E o preconceito racial

Eles não guardam em suas cisternas
Mágoas, ódios, desrespeitos ou contendas
Mas preferem armazenar
As chuvas que jorram da esperança
E com orgulho assumir o sotaque
Que encanta o país com essa dança.

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