FRAGMENTOS DE "HARRY, A VIDA É UMA FOME"...

Do escritor alagoano AMÉRICO LIMA

Escutava ... enquanto mexia seu copo, observando o gelo se desgastar em redemoinhos de átomos de uísque
Enquanto isso, ela falava de amor com vários "eu te amo, apesar de tudo"
Aquele "apesar de tudo" só envolvia os pecados dele
Ela era a vítima absoluta
Desceu mais um gole, olhando nos olhos dela, e falou:
- Baby, você acabou de me dar inspiração sobre o tal do amor (nesse instante, ela o olhava na crença plena que o impressionava)
Entregou-lhe um guardanapo com o escrito:
- Suponho apenas, e tão só, que esse tal de subjetivo amor conjugal é mais uma categoria emocional de falcatruas.


... o pior deles é o conjugal
Mas é o jogo fascista mais fascinante.(durável até outro mais fascista fascinante chegar
... Passaram passarinhos...Passarão passarinhos)
- Amor, você me faz isso, faz por mim? Ah! Diz que faz (Falava um deles com voz dengosa chantageando "conscientemente" o outro ser "inconsciente" pela jogatina)
- Ah! Amor, sim, farei agora mesmo (responde sempre o outro amor, sorrateiro fascista, "consciente" para o outro que agora já ficava "inconsciente")
Suponho que o tal do amor conjugal é a felicidade mais fascista e fascinante desde o Éden mitológico.

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