LONGE DE TUDO

Um poema de JOSÉ DE CASTRO

Emoldura-se o silêncio
na aquarela das folhas da noite.
O orvalho é meu amigo,
o companheiro das madrugadas insones. 
Toda alma precisa de um banquinho 
para descansar as solidões
sob os olhos de cobre do luar. 
Árvores também pensam.
E brincam de filosofar sombras tênues
a nos sugerir uma breve pausa nas fadigas do existir. 
Leveza é preciso.
E sonhar, absolutamente necessário.
Falta-me, agora, apenas um pássaro de asas bem longas,
para voar esses versos em direção ao infinito.
Lá, bem longe de tudo, quero chegar.
Onde as sombras da noite se desfazem em pétalas de luz.



*JOSÉ DE CASTRO, in Apenas Palvras, Natal/RN: CJA, 2015. O autor é mineiro potiguar. Escreve também para crianças. Em 2015, publicou Apenas Palavras, Quando chover estrelas e um livro infantil (Poemas brincantes). Membro da SPVA/RN e da UBE/RN. Contato: josedecastro9@gmail.com

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