A POÉTICA DE LIVIANE MATOS

JÁ NÃO É PRIMAVERA 

Parecia um sonho, 
Eu estava ali sentindo a maciez daquela pele, 
Sentindo o perfume que exalava daquele corpo que eu tanto desejei,
 
Nem a mais bela e perfumada flor tem a delicadeza e cheiro igual ao dele.
 
Apesar de ser outono  
naquele dia parecia primavera, 
Meu coração ficou florido,
 
Meu dia ficou bonito, feliz.
 
E por um instante 
Deitada naquele colo confortável, aconchegante, 
Desejei que o tempo congelasse,
 
Desejei que aquele momento não terminasse.
 
Mas terminou, 
Aquelas mãos já não me tocam, 
Aquele cheiro já não está em meus lençóis.
 
O que parecia primavera 
Voltou a ser outono 
As flores perderam suas pétalas
 
As borboletas foram embora.
 
Mas eu acredito que tudo reflorescerá, 
As borboletas irão voltar, 
Outono é só uma estação
 
Logo voltará a ser primavera.
 


SERIA MÁGICO 

Deitada, cabeça no travesseiro, 
Sinto você aqui  
Em seu colo me aconchego
 
Até seu perfume consigo sentir.
 
Sinto uma paz tão grande, 
Sinto amor na minha imaginação 
Sinto um carinho especial
 
Sinto calor, sinto paixão.
 
Não sei a resposta para tal sentimento 
Só sei que te queria aqui, nesse momento 
E de verdade te abraçar.
 
Fazer de teus braços o meu lar, 
Em teu calor me aquecer 
Seria mágico, só eu e você.
 


NASCI DO AMOR, MORRI POR AMAR 

Hoje minha poesia sofreu um acidente 
Foi levada ao hospital, ferida gravemente 
Está internada em coma profundo
 
Seu tempo de vida são apenas segundos.
 

Dificilmente escapará da morte 
Pra sobreviver, só com muita sorte 
Mesmo se o milagre acontecer, ficará uma enorme cicatriz
 
Minha poesia não será mais feliz.
 

Então, se for pra ser assim, é melhor que ela se vá 
Enterrarei cada verso, por mais que eu possa chorar 
E em seu túmulo, escrito eu vou deixar
 
[Nasci do amor, morri por amar].
 


DEIXA-ME ENTRAR 

A porta do seu coração está interditada 
Porque alguém entrou só pra bagunçar 
Libera minha entrada
 
Que eu quero te ajudar.
 
Deixa eu te ajudar a arrumar 
Depois você me diz 
Se mereço um café
 
ou quem sabe ficar.
 
Eu sei que dói 
Mas com outro amor 
Tudo se reconstrói
 
Faça a você mesmo esse favor.
 
Não devemos interditar a passagem do coração 
Só porque alguém o feriu 
Eu não tenho culpa
 
Se ela o destruiu.
 
Deixa eu te ajudar 
A colar cada pedacinho 
Pode não ficar perfeito.
 
Mas farei com todo meu carinho.
 
Deixa? 



Saiba mais de LIVIANE MATOS...

Nasci em 24 de fevereiro de 1987 na cidade de Juazeiro do Piauí – PI, onde moro até hoje. Trabalho como auxiliar de escritório. Nas horas vagas e quando a inspiração bate na porta do meu coração, escrevo. Sou mãe do pequeno Vitor Samuel, a maior razão da minha alegria.
Costumo dizer que não sou poetisa, sou apenas alguém que brinca com as palavras quando os sentimentos já não cabem dentro de mim.

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