Soneto ao meu pai Cristino Monteiro • Adilson Costa


Quando a sombra do tempo se faz véu
Para então ofuscar nossa saudade
Vou buscar na lembrança a mocidade
Com meu velho a sorrir com seu chapéu.

Tantas luas passaram pelo céu
Mas ficou para sempre a majestade
Da cabeça grisalha na metade
No retrato que guardo de troféu.

Quero um dia de novo te encontrar
Pois na mesa inda tens o teu lugar
Na memória de um tempo abençoado,

Na palavra que sempre nos fez crer
Que não só com aplausos faz crescer
O tesouro do bem por nós guardado.


Adilson Costa

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