SETE POEMAS DE GONÇALVES JÚNIOR


FLORESCER

Um dia
este amor
que me arde
há de florescer
como no mês
de agosto
florescem
os ipês.
  

SECA

Cansado
de espera.

Meu leito
está seco.

Meu rio
assoreou.

E esta chuva
de amor
que não vem.

DISSE-ME-DISSE

Disseram
que não
me queres.

E o que fazer
com os beijos
prometidos?

Com os versos
não publicados?

Guardá-los-ei.
  
ESTRELA BRILHANTE

E eis que a lua,
num silêncio
inquietante,
disse-me algo
que sempre
quis ouvir.

Então, uma estrela,
outrora apagada,
voltou a brilhar.

MARES

Minh’alma
desnudou-se
quando içaste
tuas velas
e navegaste
outros mares.


E AGORA?

E antes que a noite findasse
Caiu no meu colo a Lua,
E, linda assim, toda nua,
Adormeceu em meus braços.
E agora, o que faço?
  

PAPEL DE PÃO

Descrevo
teu sorriso
num papel
de pão.

E, assim,
o amor
amanhece
em mim.

-

GONÇALVES JÚNIOR

Gonçalves Júnior nasceu em Taguatinga, Distrito Federal, na manhã do dia 16 de junho de 1980. Aos quatro anos, mudou-se para Nova Glória, uma cidadezinha no interior de Goiás. Cursou Letras Modernas, é autor dos livros “Cartas, Poemas e Lembranças da Adolescência” e “Pouquíssimos Versos e Outros”. Participou da antologia “Sou Espoeta Brasil” e de uma edição da Revista Kukukaya. Mora em Goiânia, é casado com a Márcia e pai do Miguel e da Maria Fernanda. Atualmente, trabalha no Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal, onde lida com a formação de professores e funcionários da Secretaria Municipal de Educação.



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