PAI • Claire Feliz Regina


Vou repetir esta homenagem que neste dia é de todos os pais.
Por algumas circunstâncias a vida me fez crescer longe do meu pai, e neste poema tem um pouquinho dessa história.


Pai
Quando você estava vivo
Muitas vezes eu quis dizer que te amava,
mas dizer como se você não me escutava.
Agora que você não está mais aqui
não pode me escutar.
Ou pode?
Então vou falar:
porque enquanto você estava aqui
eu nunca disse que te amava?
porque você nunca estava perto de mim.
Porque eu nunca te achava.
Você não vivia pra mim. Você não existia pra mim.
E eu aquela criança que tanto te procurava.
Sem saber o que fazer – chorava.
Crescendo achei melhor negar esse amor.
Achei melhor dizer que não te amava mais.
Foi essa a maneira que eu encontrei
Para suportar a falta de um colo seguro,
de um abraço apertado,
de um beijo nunca encontrado,
mas que eu queria demais.
Sofri muito.
Sofri a sua ausência
A falta da sua bênção
De que eu precisava tanto.
E quem eu tinha para me consolar?
Apenas o meu pranto.
Mas hoje no dia dos pais
esse amor veio a tona e eu
Não posso mentir mais.
Tudo que eu disse é mentira,
A verdade
Pai
é que eu sempre te amei e ainda te amo demais.


Claire Feliz Regina

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