OUTONO


JOSÉ DE CASTRO

No outono,
as folhas brincam
de abandono.
Feito crianças de rua,
esquecidas
de ternura e carinho.
Solidão
é pássaro
despido de ninho.
Cão sem dono
roendo
magro
o osso do destino.

(José de Castro, poeta, autor de QUANDO CHOVER ESTRELAS e APENAS PALAVRAS)


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