NO DIA DO FOLCLORE OS POETAS MARCONI BRANCO • JARDIA MAIA e CHAGAS GOMES PRESTAM A SUA HOMENAGEM AO SACI

Imagem • Paulo César Palhares

UM CONTO PARA CASCUDO
   
O Saci-Pererê corre em disparada
Com medo da Mula-sem-cabeça
Apaixona- sepela Iara
Pede ajuda ao Curupira
O Boto-cor-de-rosa o atrapalha

Buscarei nas águas a bela flor
Para contemplar o meu amor
Vitória-Régia é a conquista
Lobisomem não insista
O Negrinho do Pastoreio
Que a nada deixa perder
Cuide desse sentimento
Negro não merece dor ou sofrer

O romance do folclore brasileiro
A poesia o tornou verdadeiro
Chegou o sono da Cuca
Com tapa que dei em sua nuca
Nossa criança protegida
Boi - Bumbá da diversão
Faz o riso chegar em direção
A Saciara - metade Saci e a outra Iara
Filha da nossa complacente união
De uma beleza de encantar multidão.

Canta a pequena das águas
Rodopia no açude do sertão
Embeleza a caatinga no verão
Pisca os olhos verdes para o vagalume
O grilo cantante assume
Que nunca ouviu tão belo canto

Em uma tarde de correria
Acompanhada pelo preá
Na subida do lajeiro
Encontrou a rã em desespero
A procura de um lar
_Caros amigos meu
Sonhei nadando no mar
Por isso não paro de chorar
Saciara diz:
_Amiga não se preocupe
O mar é longe daqui
O sal não poderá te atingir

O fim da tarde se aproxima
O movimento das Garças na água
Alerta Saciara o momento de voltar
Segundos para ela chegar às margens
Com seu inconfundível  cantar

Percorre o Seridó suas constantes saídas
Cinco horas da tarde o açude é sua sina
Suas manhãs é Saci fim de tarde é Iara
Essas mudanças é o que nela fascina
Por amor a natureza e sede em preservação
Nas suas canções pede invernada de tocar coração

A vida em águas calmas
Por nós merece salva de palmas
A proteção da bela menina
Nas trilhas do torrão
Sempre em adrenalina.
  

JARDIA MAIA


SACIARA

Saci encontrou Iara
No banho em plena fonte
O sol lá no horizonte
Com sono adormecia

E no terminar do dia
Os olhos de fogo e água
Brilharam na madrugada
Na mata que  estremecia

As lendas vêm sombrias
Na imaginação do povo
E agora surgem de novo
Nessa mistura tão rara

Do negrinho enfeitiçado
Com a bela dama do rio
Do corpo lindo e esguio
Enfeitada em conchas cara
Nasce de um arrepio
A bela e esperta Saciara


MARCONI BRANCO


O SACI

O saci veio correndo,
chegou pra mim bem "faceiro"
e junto com o saci,
o negrinho do pastoreio.
Vieram me avisar,
que hoje é pra comemorar,
O folclore Brasileiro.


CHAGAS GOMES

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