“MADEMOISELLE FURTA-COR” ♣ DE ARMANDO FREITAS FILHO


Eu conheço o seu começo:
                ponto e novelo,
meada de mel e langor
                 de lentos elos
que a minha língua lambe
          no calor despido,
no meio das suas pernas:
         anéis de cabelos,
anelos e nós se desmancham
      em nada ou nódoa
por todo o lençol do corpo
           nu e amarrotado:
nós aqui somos todos laços
             e nos rasgamos
devagar – poro por poro;
           rumor de sedas
ou de uma pele toda feita
  de suor e suspiro:
eu soluço a cada susto seu
    que nos dissolve.


ARMANDO FREITAS FILHO  



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