CARRILHÃO IMPROVÁVEL

Um poema do Poeta brasiliense RADYR GONÇALVES

É como se ouvisse um carrilhão improvável
É como se os sinos chamassem meu nome

O horizonte, já com cara de segunda-feira
Recita uma prece à sombra das cerejeiras

É como se a vida se apressasse para ser rio
É como se as águas em mim lavassem o verso

É volátil - qualquer sentimento é temporal
Só a poesia é atemporal – a poesia de aço
Talhada na pedra das confessionalidades

É como se a claraboia do tempo embaçada
Deixasse passar a luz – e traduzisse assim
Esplendores – momentos talhados no ouro
Páginas para não esquecer – rosa branca
Perfume, semeaduras matinais, canto de ave

É como se o inexplicável nos beijasse numa
Noite de uma segunda-feira quase impossível...
  
(Ouçam os sinos!).



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