A VERVE DE BERNADETE SAIDELLES

Sete Poemas • As letras da Poeta gaucha BERNADETE SAIDELLES

Ele sempre
queria guerra
ela apenas
pitada de paz
briga era contumaz
por isso o amor
j a z


Às vezes a vida
é ninho de plumas

às vezes
cama de faquir

como rosa
e espinho

que nascem
no mesmo pé


Envelhecer
é perceber

que não se é
dono de nada
apenas mero
possuidor da vida

a qualquer momento
de partida
num rabo de foguete
que te leva pra onde
tu acreditas

  
Para publicar
é preciso
tempo
coragem
às vezes um ou outro
me abandona
quando a sensatez
me visita
momento em que
publico em alto
e bom som
meus silêncios


Ipê florido
é direito adquirido
vamos recorrer
nas próximas
e s t a ç õ e s?


O sol não tinha dinheiro
pra pagar professores
que ensinassem seus
raios a brilhar
mas gastava bilhões
em jatinhos particulares
pra ir na lua namorar


Aquele poema
fez jorrar
sangue dos olhos
lágrimas da pele
suor do espírito
espinhos do peito
chuva de estrelas
nos abismos
da alma

Nenhum comentário:

Postar um comentário