A POESIA MINIMALISTA DE HELENA KOLODY


Deus dá a todos uma estrela.
Uns fazem da estrela um sol.
Outros nem conseguem vê-la.


A Lágrima (trecho)

Oh! Lágrima cristalina
tão salgada e pequenina.
Quanta dor tu não redimes!
Mesmo feita de amargura,
és tão sublime, tão pura,
que só virtudes exprimes. (…)


(trecho do primeiro poema publicado pela poeta, aos 16 anos, na revista Garoto em 1928, retirado do livro Infinita Sinfonia, organização e coordenação de Adélia Maria Woellner. Edição comemorativa do centenário de nascimento da poeta – Curitiba, PR: Insight, 2012. p. 11)


Trêmula gota de orvalho
Presa na teia de aranha,
Rebrilhando como estrela.


Festa das Lanternas!
Os ipês estão luzindo
De globos cor-de-ouro.


Corrida no parque.
O menino inválido
aplaude os atletas.


Nas flores do cardo,
leve poeira de orvalho.
Manhã no deserto.



O brilho da lâmpada,
no interior da morada,
empalidece as estrelas.


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