Mausoléu - Erilva Leite

                  
Bebo da fonte
No leito das esferas
Cítaras sinistras

No orquestrar das horas
Pujante ser estranho e inquieto
Ensandecido fulgor de sombra e escuridão
Esplêndida aurora em cética rutilância
Contrário a mim, ausente desta razão...

De majestade em si, ser tão perene...
Apogeu em recônditas distâncias
Fragor sinistro em que vicejas e imperas

Mausoléu das horas mortas
Tragicamente trouxeste o fim
Há finitude no teu silêncio
A tua arcana morte – é o que dá vida a mim!
-
Erilva Leite



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