E toda nossa reverência ao mestre Matsuo Bashō


Nesta noite
ninguém pode deitar-se:
lua cheia.

*

Ao sol da manhã
uma gota de orvalho
precioso diamante.

*

Silêncio:
cigarras escutam
o canto das rochas

*

Este caminho!
sem ninguém nele,
escuridão de outono.

*

Relvas de verão
sob as quais os guerreiros
sonham.

*

Num atalho da montanha
Sorrindo
uma violeta

*

E tu, aranha
como cantarias
neste vento de outono?
-

Matsuo Basho



Matsuo Bashō (松尾 芭蕉?  ; Tóquio, 1644 – Osaka, 28 de novembro de 1694), ou simplesmente Bashō,[1] foi o poeta mais famoso do período Edo no Japão. Durante sua vida, Bashô foi reconhecido por seus trabalhos colaborando com a forma haikai no renga. Atualmente, após séculos de comentários, é reconhecido como um mestre da sucinta e clara forma haikai. Sua poesia é reconhecida internacionalmente e dentro do Japão muitos dos seus poemas são reproduzidos em monumentos e locais tradicionais. Foi ele quem codificou e estabeleceu os cânones do tradicional haikai japonês.


Bashō foi introduzido à poesia em tenra idade e, depois de integrar-se na cena intelectual de Edo (nome antigo da cidade atual de Tóquio), rapidamente se tornou conhecido em todo o Japão. Ganhava a vida como professor, mas renunciou à vida urbana e social dos círculos literários e ficou inclinado a vagar por todo o país, rumo ao oeste, leste e distante ao deserto do norte para ganhar inspiração para seus escritos e haiku. Seus poemas são influenciados por sua experiência direta do mundo ao seu redor, muitas vezes englobando o sentimento de uma cena em alguns poucos elementos simples.

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