Da pluralidade do amor - Radyr Gonçalves


Queixar-se das flores perdidas jamais
(haverá tantos setembros ainda – tantas primaveras)

É bobagem não acreditar em amores
O amor na vida é como os capítulos dos livros
Quando um finda – outro vem

Tendemos a atribuir ao amor um trono de singularidade que não existe
Os amores são como as cartas antigas
Como as cantigas de promessas
Feitas e refeitas
Sem as receitas peculiares das revistas femininas

É bobagem acreditar que a dor não passa
Seria como se o caçador não acreditasse no dia da caça
E deixasse o bicho fugir da sua mira

O destino fará conchavos – tecerá armadilhas
Moverá oceanos – ensinará na cartilha da vivência
O cerne da paciência

E logo de longe – ou de perto – o amor descoberto
Acenderá a pira
E o mundo verá assim, outro farol, brilhante como sete sóis

Iluminando o livro da vida...

-
Radyr Gonçalves

2 comentários: