Da índia tabajara - Registre-se o soneto: José de Alencar


´Este arco retesado são as dunas
da praia cearense à noite clara,
o horizonte do mar, vela enfunada
e o seio nu da tabajara nua;

maresia e marés, vento, assobios,
mil afagos do tempo da esperança;
inúbias e marulho, uma lembrança
inconha dos primeiros balbucios.

Olhando o nosso chão, ela nos mira;
despojada, perdoa e nos consola;
em gesto de humildade, é lua cheia.

Telúrica guerreira, irmã querida,
companheira e mulher, ave e sereia,
é anagrama da terra que abençoa.´


 -
José de Alencar

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