A poesia minimalista de Helena Kolody


Trêmula gota de orvalho
Presa na teia de aranha,
Rebrilhando como estrela.


*

Festa das Lanternas!
Os ipês estão luzindo
De globos cor-de-ouro.


*

Corrida no parque.
O menino inválido
aplaude os atletas.


*

Nas flores do cardo,
leve poeira de orvalho.
Manhã no deserto.


*

O brilho da lâmpada,
no interior da morada,
empalidece as estrelas.


*

A morte desgoverna a vida.
Hoje sou mais velha
que meu pai.
 -

Helena Kolody

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