Morre aos 66 anos o artista plástico cuiabano João Sebastião


O artista plástico cuiabano João Sebastião Francisco da Costa morreu neste domingo (28), em Cuiabá, aos 66 anos. Ele foi internado neste sábado (27) após exames apontarem que ele tinha sofrido um infarto. E, hoje, conforme a família, sofreu uma parada cardíaca, por volta de 12h [13h no horário de Brasília], o que o levou à morte.
"Ele vinha reclamando de fortes dores no peito desde o início da semana, mas pensou que não fosse nada e ontem foi fazer exames e descobriu que tinha tido um infarto e precisava fazer cateterismo", afirmou a filha adotiva dele, Érica Costa Aguiar. Além dela, ele tinha outros dois filhos adotivos.
Ele já ficou internado, mas, por falta de vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital particular onde estava, foi transferido para o Hospital Universitário Júlio Müller, também na capital. Ele não chegou a fazer o cateterismo, segundo a sobrinha.
O corpo do artista será velado a partir de 21h de hoje, na sala Orquídeas da Capela Jardins, em Cuiabá. Já o sepultamento está previsto para 15h desta segunda-feira (29), no Cemitério da Piedade, na capital.



As obras de arte de João Sebastião trazem elementos e cores da cultura mato-grossense. O artista se doou para esse trabalho por mais de 40 anos e já expôs suas obras nos principais museus de arte do país e até fora do país. Nas telas, valorizava as cores fortes e os animais do Pantanal, principalmente a onça-pintada, que, muitas vezes, aparece com rosto de mulher.
Em entrevista à TV América, no ano passado, ele disse que teve apenas uma professora de pintura e que sempre valorizou as mulheres. "Quase morri durante o nascimento e fui salvo pela minha mãe. Tive só uma professora de pintura e fui salvo por essa professora. Por ela e para ela, pinto essa arte", contou.

Na ocasião, ele relatou que começou a pintar aos seis anos de idade e que sempre estudou sobre artes plásticas. "Nunca deixei de pintar e, durante toda essa minha trajetória, digo que não faço pintura, mas que estudo pintura". Em 1981, ganhou um prêmio do Salão Nacional do Rio de Janeiro.

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